Resposta direta: no financiamento você paga juros sobre o saldo devedor e recebe o imóvel agora. No consórcio você paga taxa de administração (e fundo de reserva, quando houver) e recebe o crédito quando é contemplado. Um compra tempo; o outro troca tempo por custo menor de capital.
A anatomia do custo
- Financiamento: juros + correção + seguros + tarifas, reunidos no Custo Efetivo Total (CET). Em prazos longos, o total pago pode superar bastante o valor do imóvel.
- Consórcio: taxa de administração diluída no prazo do grupo, fundo de reserva e seguro, quando contratado. Não há juros, mas a carta é reajustada por um índice definido em contrato.
Sempre compare CET do financiamento com custo total do consórcio, ambos no mesmo prazo e em reais de hoje.
O que o consórcio não faz
O consórcio não entrega o imóvel na data que você escolhe. A contemplação acontece por sorteio ou lance, e pode ser tardia. Por isso ele serve melhor a quem está construindo renda futura, não a quem precisa morar no imóvel no próximo mês.
Exemplo calculado
Com hipóteses explícitas de taxa, reserva e aluguel, o nosso motor estima a relação entre parcela, carta e aluguel líquido:
Exemplo ilustrativo · hipótese
Crédito de R$500 mil, 180 meses, administração total de 20%, reserva de 2%
| Parcela inicial | R$ 3.389 |
| Aluguel líquido médio após compra | R$ 1.353 |
| Diferença mensal | -R$ 2.036 |
| Custos de aquisição (4%) | R$ 20.000 |
